domingo, 16 de junho de 2013

Palestra: Mediunidade - simplesmente um sentido


Palestra apresentada por Yasmin Silveira na Casa do Sol Centro Espírita
O que é mediunidade?
1)É uma percepção mental por meio da qual a alma sutiliza, estimula e aguça seus sentidos, a fim de penetrar na essência das coisas e das pessoas.
2) É uma das formas que possuímos para sentir a vida, é o “poder de sensibilização” para ver e ouvir melhor a excelência da criação divina.
Mediunidade é sexto sentido.
•O 6º sentido é aquele que capta, interpreta, organiza, percebe e sintetiza os outros 5 sentidos conhecidos.
•Quando aprendemos a desenvolver nossas impressões sensoriais básicas, automaticamente desenvolvemos também a mediunidade.
Como melhorar nossas impressões sensoriais básicas?

vídeo: Auto Retrato




O Desenvolvimento da Percepção com Generosidade

•Iniciamos o desenvolvimento de nossa mediunidade através, primeiro, do incremento de nossa auto-percepção.
•Conhece-te!
•Sem a viagem profunda de auto-conhecimento nossa capacidade de percepção estará extremamente prejudicada.
•Os 5 sentidos foram desenvolvidos primeiro para atender as nossas necessidades, depois as necessidades dos demais.

vídeo: Doma India


SUBPERSONALIDADES
O desconhecimento da nossa intimidade e as crenças inadequadas e inconscientes que sustentamos sobre nós, influenciam muito nossa capacidade de compreendermos a nós e aos outros.
•Por isso, para entendermos o funcionamento de nossa vida íntima, precisamos silenciar nosso interior e observá-lo sem medo.
Máscaras – Nossas Variantes
Precisamos enxergar muito além de nossa visão normal e ultrapassar as fronteiras da imposição das autoridades intelectuais egocêntricas. Ou seja meditar e fazer um constante exercício no reino do pensamento reflexivo.
A personalidade que nós apresentamos a nós e aos outros como real é, muitas vezes, uma subpersonalidade, uma variante as vezes muito diferente da realidade interna.
Persona - Ego
Julgamentos, pontos de vista, idéias e pensamentos positivos ou negativos, são forças ativas que formam estruturas energéticas. 
Estas estruturas energéticas podem ser denominadas subpersonalidades, personalidades parciais ou formas-pensamento. São aspectos do ego, também conhecido como persona.
As Várias Personalidades Ocultas
Elas giram em torno do seu criador, estando sempre prontas para o influenciar.
Assemelham-se a discursos internos, scripts, sempre prontos.
Estes nos impedem de ver  e ouvir com lucidez os recados da nossa alma, das pessoas, dos nossos mentores e pior de Deus.
Vivo em Círculos – viciado nos pré-pensamentos!!
É preciso sair do ego e não se deixar dominar ou impermeabilizar por ele.
Quando estamos identificados com determinada subpersonalidade, todas as nossas percepções são definidas por ela.
Passamos a ter uma visão de mundo com limites particularmente fixados.
Muitas subpersonalidades são criadas na fase infantil, e, em determinadas épocas, podem ter uma função útil e defensiva
A criança que ainda domina nossas atitudes!
vídeo: A criança em nosso espelho interno

É importante a auto- generosidade!
As subpersonalidades podem ser muito variadas: narcisista, ferina, super-trabalhadora, super-certa, menina boazinha, super-heroína, sistemática... Mil faces construímos!
É importante acolhermos  as nossas subpersonalidade, sejam elas quais forem, com aceitação e cordialidade. Elas podem nos mostrar as tarefas que ficaram inacabadas, além de indicar-nos as lições de transformação íntima que precisamos efetuar.
Liberdade ou Aprisionamento
Somos naturalmente aprisionados ou libertos pelas nossas próprias criações, de acordo com as correntes mentais que idealizamos.
Com estas correntes mentais ficamos aprisionados e poderemos debilitar ou prejudicar nosso crescimento emocional e espiritual. Enfraquecemos a nossa capacidade de percepção e consequentemente a nossa capacidade mediúnica.
•O orgulho de nossas “certezas” nos aprisiona, a reflexão humilde e auto-amorosa, nos liberta!
Autoconsciência
O desenvolvimento de uma criatura sadia exige consciência de si, ou seja, consciência reflexiva sobre si própria, sobre sua condição e seus processos interiores.
•Essa autoconsciência é que nos dá a habilidade para diferenciar e identificar nossos conteúdos psíquicos, e alterá-los, melhorá-los ou renová-los.
Conexão com o Self ou Si-mesmo
Ao estabelecermos uma conexão com o Si mesmo (Eu superior), experimentaremos uma abundante e ilimitada visão de acesso à sabedoria, alegria, afetividade, coragem, lucidez, compreensão, amor, respeito, liberdade, desapego, compaixão, individualidade e perdão.
Todos elementos imprescindíveis para ampliar percepção e consequentemente estabelecer o desenvolvimento de nossa mediunidade.
A retirada das máscaras
Para renovar atitudes, é deixarmos de olhar o mundo através de nossas máscaras, e nos ligarmos à amplitude do nosso Eu-Superior.
Desta forma abrimos nosso perceber e nossa leitura própria, dos demais, da vida se amplia.
Ampliando o perceber, ampliamos a mediunidade.
Cursos de Consciência Espírita - Casa do Sol - Khalild
As reflexões direcionadas para as áreas morais e intelectuais  são muito importantes, pois abrem contatos  com  o “perceber”, o que nos permite ouvir amplamente as “sonoridades espirituais” que existem nas faixas etéreas, das diversas dimensões invisíveis do Universo.
Por isso investimos com tanto trabalho e amor no Curso de Consciência Espírita da nossa casa abençoada!!
O Desenvolvimento do Perceber - A chave da Empatia
vídeo: Pessoas Solidárias


Consciência Espírita
O  primeiro que ganha, é meu Eu-superior que constrói um canal sólido de manifestação e uma via segura de comunicação e aprendizado.
O segundo ganho é que com isso construímos uma vida melhor e mais segura na direção de nosso desenvolvimento.
O terceiro é que vamos nos habilitando para o desenvolvimento de nossa mediunidade pela construção de uma melhor percepção!
Mediunidade um Sentido Natural
Na atualidade, a mediunidade está cada vez sendo vista com maior naturalidade.
Um fenômeno espontâneo ligado a predisposições orgânicas dos indivíduos somados a seu desenvolvimento de percepção e caráter.
Ver, todos nós vemos, a não ser que tenhamos obstrução dos órgãos visuais; já as formas de ver são peculiares a cada sensitivo. Escutar é fenômeno comum; no entanto, a capacidade de ouvir além das aparências das coisas e das palavras é fator de lucidez para quem já desenvolveu o “auscultar” das profundezas do espírito.
Deus é igualitário
Além do mais, a facilidade de comunicação com as dimensões espirituais não é dada somente aos chamados “agraciados”.
Deus a concede a todos seus filhos as mesmas oportunidades de progresso. Cabe a nós a desenvolvermos através dos caminhos por Ele indicados.
Este desenvolvimento não poderá ser forçado, o que seria improdutivo.
Mediunidade é de todos




Desenvolver os sentidos
Saber incentivar, educar e esperar o amadurecimento dos órgãos infantis é o que nos possibilitou ver, falar, andar, ouvir, sentir, saborear ou preferir.
Logo a mediunidade considerada uma aptidão ontonegética do organismo humano, também deve seguir este caminho para sua completa formação e manifestação
A fórmula será aumento de percepção e caráter, para uma mediunidade bem educada e produtiva.
Ontogenética
Ontogenia (ou ontogênese) descreve a origem e o desenvolvimento de um organismo desde o ovo fertilizado até sua forma adulta. A ontogenia é estudada em Biologia do Desenvolvimento. A ontogênese define a formação e desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do óvulo até à morte do indivíduo.
Dia de Pentecostes
Nesta passagem da Bíblia, encontramos uma das maiores afirmações de que são espontâneas as manifestações mediúnicas e de que é natural seu despertar, quando forem desenvolvidas repentinamente as possibilidades.
Os apóstolos, rudes pescadores com suas limitadas vidas, após a convivência com Jesus  e o despertar do amor inteiro, conquistaram o iluminar de suas mentes e capacidades anteriormente não desenvolvidas.
A evolução
A sensibilização progressiva da humanidade é uma realidade. O crescimento do 3º setor no mundo todo nos atesta este fato.

Cada de vez mais amor!!
Os efeitos espirituais cada vez mais eloquentes, incontestáveis e generalizados se fazem sentir em todos os pontos do planeta.
•Graças a Deus!!




terça-feira, 7 de maio de 2013

Palestra: Olhando para Trás



Palestra apresentada por Juliana Rosseti em 15/4/13 na Casa do Sol Centro Espírita
Do livro Renovando Atitudes  de  Hammed    – pág 61


No Evangelho Segundo Espiritismo Cap V, item 8:
“Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente pela primeira falta”.

Deus, o criador da vida é infinita bondade, compreensão e misericórdia e sempre vê a tudo e a todos com “olhos de amor”, nunca punindo suas criaturas.

Na realidade são os homens que se auto penalizam (quando a consciência pesa) e então ficam agarrados aos erros do passado estando no presente   e sem   se moverem,  se renovarem   nas oportunidades do livre-arbítrio.

A culpa é um mecanismo de controle utilizado nas relações humanas e Hammed cita alguns exemplos:
- religiões utilizam-se freqüentemente da culpa para explorar a submissão de seus fiéis.
Usam, em nome de Deus, leis com mecanismos de punição e repressão, e em algumas épocas até a venda do perdão foi feita.
- outro exemplo é a relação dos pais com os filhos através de exclamações: “Você ainda me mata do coração!”, no caso de alguma rebeldia do filho (ao invés de conversar / esclarecer a situação de conflito, o controle chega antes através de exclamações que geram culpa, mágoa, remorso e raivas).
- há também os filhos dizendo aos pais “Os pais das minhas amigas deixam elas fazerem isso...”, outro meio de culpa / chantagem.

“Culpar não é um método educativo, nem gerador de crescimento, é apenas um meio de induzir as pessoas a não se responsabilizarem por seus atos e atitudes”.

Busquei no livro “Refletindo a Alma” de Joanna de Angelis / Divaldo, no cap 9 – Emoções e Sentimentos: uma compreensão psicológica espírita, mais uma idéia sobre a Culpa:
“A culpa pode ser entendida como produto do ego que se pune.”
É profundamente analisada por Joanna de Angelis em diversas obras devido à atualidade do tema e do grande potencial destrutivo que oferece quando não trabalhada.
Para a mentora a culpa é resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente”.

Sensação: acho importante pensar sobre essa palavra no contexto do assunto Culpa através de algumas perguntas como:
                - de onde vem essa sensação de estar culpado?
                 - por que eu sinto que houve um erro?
                 - tive informações externas sobre os atos que geram culpa hoje?
                 - qual a minha idade no momento em que aconteceu o ato que gera a sensação de culpa até agora?
                 - a culpa que sinto por um ato do momento presente é só desse momento ou aumentada por uma recordação dessa mesma sensação?

Voltando a Joanna de Angelis: “Por isso, fatalmente está o ego adoecido, que impossibilitado de refletir com naturalidade sobre a possibilidade de errar, de discernir, cobra-se, gerando alto nível de sofrimento, em vez de avaliar a qualidade das ações e permitir as reparações quando equivocadas.”
Outras obras em que a mentora trata sobre a Culpa:
- Momentos de Consciência – cap 6
- O Despertar do Espírito – cap 8
- Vitória sobre a Depressão – cap 16

Para mim, entre as idéias sobre a culpa, acho interessante pensar na culpa para exercer o controle, a tirania, exteriorizando assim a raiva contra si mesmo (que parece ser contra o outro, mas isso é só uma máscara social).
Porque culpar algo ou alguém é um mecanismo comum e acontece no “piloto automático”, já não culpar é algo que precisa de um mínimo de análise dos fatos.

Então, voltando a Hammed:
Culpar os outros faz parte de representar o papel de injustiçados e perseguidos.
Culpando as pessoas coloca-se os “seus erros” nos ombros dos outros, da sociedade, do governo, da religião, dos obsessores e etc.

Mas, somente cada um de nós pode decidir se reconhece ou não as suas próprias falhas e dessa forma começar a se libertar da prisão mental a que nós mesmos nos confinamos”.

“Dar importância às culpas é focalizar fatos passados com certa regularidade, sempre nos lembrando de algo que sentimos ou não, que falamos ou não, que permitimos ou não”.

“Isso nos leva a perder o momento presente, que passa muito rápido, e poderia ser utilizado para o desenvolvimento intelecto-moral”.

“Todos nós fomos criados com possibilidades de acerto e erro conforme o grau de evolução”.
“Para melhorar é preciso treinar, então se erra e se acerta e aí se aprende”.

Hammed destaca que:
“A culpa se estrutura nos alicerces do perfeccionismo”.
No entanto temos que ter sempre a consciência que somos tão bons quanto permite o nosso grau de evolução.
“A todo momento fazemos o melhor que podemos fazer, por estarmos agindo e reagindo de acordo com o nosso “senso de realidade”.
“O SENSO DE REALIDADE DO MOMENTO PRESENTE.”

Hammed diferencia:

Arrependimento: 
Resulta do quanto sabíamos fazer 
melhor e não fizemos.                                                                                                                               
Culpa:
É a exigência de que deveríamos ter feito algo, 
porém não o fizemos por ignorância ou por impotência.   


“Deus sempre concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena para sempre”

“O BEM QUE SE FAZ APAGA O MAL QUE SE FEZ”.  (AL)

“A culpa é sempre proporcional ao grau de lucidez que se possui, isto é, a ignorância nos protege”.

Assim, o importante é:
 - Não guardar culpa
 - Optar pelo melhor, que é utilizar o tempo para a modificação de conduta
 - Reconhecer o erro, se desculpar ou reparar se possível e seguir adiante, sem olhar para trás.

 Por fim, uma música para refletirmos...

Tocando em Frente – Almir Sater
  
Ando devagar porque já tive pressa       
e levo esse sorriso, porque já chorei demais  
  Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
     eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, 
eu nada sei  
  Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,  
é preciso amor pra poder pulsar,  
é preciso paz pra poder seguir,  
é preciso a chuva para florir.  
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha,e ir tocando em frente  
como um velho boiadeiro levando a boiada, 
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,   
     estrada eu sou  
  Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
 Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,   
de ser feliz  
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais  
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.  

sábado, 4 de maio de 2013

SOS SOL Abril 2013


Neste 30 de Abril aconteceu mais uma edição do nosso SOS SOL. Em parceria com a produtora New Fever fizemos a arrecadação de 3,5 toneladas de alimentos que foram destinados à Associação Educacional e Beneficiente Emanuel (http://www.emanuel.org.br/) e ao Núcleo Espírita Ramatis Canoas (http://www.blogdonerc.com/)
. Também arrecadamos a quantia de R$ 3 mil reais que serão destinados a ações sociais. Como sempre, com muita alegria, contamos com dezenas de voluntários que se destacaram em solidariedade e comprometimento, carregando alimentos, conversando com as pessoas e auxiliando a equipe das 19h às 02 horas da madrugada. Nosso muito obrigado a todos, estamos muito felizes e mal podemos esperar pelo próximo!

Quem quiser conferir algumas fotos, acesse nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/casadosolcentroespirita

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cine Sol: Intocáveis


É nessa sexta! O primeiro Cine Sol de 2013 vem trazendo um filme muito especial, "Intocáveis".
O filme, lançado em 2012, conta a história de Philippe (François Cluzet), um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabele, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

A entrada para assistir ao filme e participar do posterior debate custa 10 reais. Quem já é sócio contribuinte da casa tem sua entrada franca.

Junte-se a nós!

O que? Cine Sol, filme: Intocáveis seguido de debate sobre Consciência Espírita
Onde? Casa do Sol Centro Espírita: Visconde do Herval, 979
Quando? 5 de abril, sexta-feira, às 20h30min
Quanto? 10 reais

Mais informações sobre o filme em: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182745/

quinta-feira, 14 de março de 2013

Curso Consciência Espírita retoma suas atividades


Nessa sexta-feira, dia 15 de março, estamos retomando as atividades do Curso de Consciência Espírita desenvolvido na Casa do Sol. A turma está aberta para novos alunos interessados. Para mais informações ligue para: 9991-4435 e converse com Khalild, ou compareça à nossa aula, que começa a partir das 20h30min na Casa do Sol Centro Espírita.

Esperamos vocês!

O que? Curso de Consciência Espírita
Onde? Na Casa do Sol Centro Espírita - Rua Visconde do Herval, 979, Menino Deus
Quando? 15 de março, sexta-feira, às 20h30min

quarta-feira, 6 de março de 2013

Recomeçando... 2013!



Com muita alegria estaremos retomando os trabalhos apométricos abertos ao público na próxima segunda-feira, dia 11 de março, a partir das 19h30min na nossa sede. Contamos com a presença de todos,  amigos fraternos da Casa do Sol Centro Espírita! Nossa casa estará de portas e coração abertos para vocês.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Palestra: a arte da aceitação


Palestra apresentada em 26/11/2012 na Casa do Sol Centro Espírita
Ciclo de palestras sobre “Renovando Atitudes”, Hammed
Autora: Beatriz Hirt
                                                                
A ARTE DA ACEITAÇÃO

Capítulo 5, item 13
“O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”

“... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)

                   Aceitar nossa realidade tal qual é um benefício em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.
                   Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, conseqüentemente, não depararemos com a realidade.
                  Muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
                  
              O termo persona é derivado da palavra latina equivalente a máscara, e se refere às máscaras usadas pelos atores no teatro grego clássico para dar significado aos papéis que estavam representando.
          De acordo com a Psicologia Analítica, persona é o arquétipo associado ao comportamento de contato com o mundo exterior, necessário à adaptação do indivíduo às exigências do meio social onde vive. É a maneira que cada sujeito se mostra ao mundo, é o caráter que assumimos; através dela nos relacionamos com os outros. A persona inclui os papéis sociais, as roupas e o estilo de expressão pessoal como tatuagens, maquiagem, adereços. Alguns psiquiatras, como Alexander Lowen, em seu livro “Medo da Vida”, afirmam “ler” o corpo da pessoa como indicativo de sua persona. Ou seja, os traumas antigos refletem sobre o físico. É o biológico e o simbólico interagindo.
          E o que procuramos ao nos impingir estruturas tão rígidas a ponto de modificar nossos corpos? A resposta é aprovação e amor. De nossos pais, inicialmente, pois a formação do self se dá até os sete anos, e depois da sociedade como um todo.
         As máscaras possuem dois aspectos, um positivo e outro negativo . O positivo está associado à possibilidade de adaptação do sujeito ao seu meio social. O aspecto negativo surge quando o Eu se identifica com a persona, fazendo com que a pessoa se distancie e desconheça sua real personalidade, a alma. A pessoa deixa de ser quem é para ser um personagem.
        Depois de desistimos de nossa verdadeira natureza para desempenharmos um papel, estamos destinados a ser rejeitados, porque já rejeitamos a nós mesmos.
        Assim mesmo, nos esforçamos para tornal o papel bem-sucedido, esperando superear nosso destino., mas nos enredamos nele cada vez mais. Ficamos prisioneiros de um círculo vicioso que cada vez mais se fecha, estreitando nossa vida e nosso ser.
        Por que não desistimos do papel, não imterrompemos o jogo arrancando as máscaras? Porque não somos concientes que nossa aparência e nosso comportamento não são inteiramente genuínos. A máscara tornou-se parte do nosso ser. A máscara passou a ser uma segunda natureza para nós, e nos esquecemos de como era nossa natureza original.
       Outro problema é custo energético no desempenho de papéis. Tanto gasto de energia que pouco sobra para o prazer e a criatividade. Se não custa esforço é porque algo é espontâneo e natural. Só que as pessoas não sentem o esforço que fazem. O que sentem é fadiga crônica, irritabilidade e frustração. Quando alguém desempenha um papel nestas proporções, o resultado final sempre é a depressão.
       Ex: Sabe aquele seu chefe que já foi tenente do exército e acha que ainda continua no quartel? Ou talvez tenha ouvido falar daquele profissional que trabalhou por 20 anos na mesma empresa como executivo, com todas as mordomias e status e, depois que se aposenta (ou é demitido) acha que ainda é importante ou que pode continuar carregando o “sobrenome” da empresa.  As pessoas podem ser dominadas por suas personas, abafando o indivíduo por trás da máscara. Tendem a se ver apenas nos termos superficiais de seus papéis sociais e de sua fachada.

         A persona, no seu aspecto positivo, é uma necessidade tanto para proteger nossa intimidade contra a intrusão do mundo exterior como para nos adaptarmos a ele. Esta máscara que todos possuímos não nos transforma em personagens individuais, mas sim coletivos. Através da persona, conseguimos corresponder às exigências e opiniões do meio e dos outros indivíduos que nos cercam. No desenvolvimento do ego, a persona se diferencia do mesmo assumindo um caráter de complexo, porém, mantendo-se intimamente ligado ao ego. A persona “assume sua forma” no contato com a consciência coletiva. Como máscara, ou máscaras, a persona vai possibilitar a inserção saudável do individuo que se forma na esfera social. (JUNG, 1967).
         Costumamos nos comportar de acordo com as expectativas das outras pessoas. Isto fica evidente em determinadas instituições, como a família, a universidade ou a empresa em que trabalhamos. Situações diferentes requerem atitudes distintas. Estas atitudes podem ser latentes e inconscientes e ainda assim atuarem de maneira a orientar uma pessoa para que ela se porte de certa maneira em determinada situação. Sempre que uma atitude for chamada a atender uma exigência do ambiente, mais ela se fortalecerá como traço de caráter de um sujeito, tornando-se cada vez mais habitual. Se o ambiente exige constantemente determinadas posturas e atitudes, estas contribuirão significantemente para que o ego possa se identificar com um determinado papel social, fazendo com que o indivíduo se apegue total ou parcialmente à persona que o meio exige (STEIN, 2006).

        O desenvolvimento adequado da persona, por outro lado, possibilita que o ego experimente o mundo de uma forma saudável, sem que a coletividade consciente prejudique a evolução desse ego. Assim, a persona irá proteger o ego e a psique das diversas forças e atitudes sociais que invadem cada ser humano. Sobre isto, James Hall diz:
       A persona é também um veículo para a transformação do ego: o conteúdo inconsciente pode ser primeiramente vivenciado através de um papel e, mais tarde, integrado ao ego como parte de sua própria identidade funcional tácita. (HALL, 2000, p.88).

                  A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável grau de evolução, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
             Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com, atitudes de negação, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instintiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
                  Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.
                 Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso. 
                 O livro “O Cavaleiro Preso na Armadura”, de Robert Fischer,
é uma leitura rápida que nos conta uma fábula de um cavaleiro que precisava tanto da sua armadura que não a tirava mais. Quando confrontado pela esposa a tirá-la, percebeu que a carapaça enferrujara e ele estava preso nela. Começa sua caminhada em busca de sua libertação. Aquilo de início era sua proteção passou a ser a sua prisão. Ele vai compreendendo as coisas aos poucos, como num processo terapêutico. É uma estória leve, que se fosse um filme seria como “Estórias de Nárnia”.
                 Auto-aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
                Diz o texto do Evangelho: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
                 Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
                 Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir realidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.


       “... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)

     

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

SOS SOL no Pepsi on Stage

Temos a alegria de anunciar mais uma campanha de alimentos que vem somar às várias toneladas já arrecadadas nessa parceria da Casa do Sol Centro Espírita com a produtora New Fever.
Dessa vez o evento será o "Saidera Atlântida" (http://www.fuzaca.com.br/porto-alegre/23-11-2012/31055/saideira-atlantida-2012----2311----newfever) e vai acontecer no dia 23 de Novembro, sexta-feira, a partir das 19h, no Pepsi on Stage.
Nesse horário estaremos montando nossa tenda e nos preparando para passar uma noite de trabalho e confraternização, recolhendo os alimentos doados para a nossa campanha que beneficia diversas entidades sérias de Porto Alegre.
Quem já compareceu sabe que é um momento de muito trabalho, mas também de muita emoção, alegria e solidariedade, e que os mais ajudados somos nós mesmos, por termos a oportunidade de fazermos uma ação em prol dos nossos irmãos que estão em condição de miséria material.
Quem quiser comparecer, é só aparecer por lá, nos procurar em nossa tenda e agregar a essa corrente. Leve também um alimento, comida ou bebida para compartilhar entre os trabalhadores para que possamos ter energia até o fim do evento.
Mais informações, ligue para: 51-99914435 (Khalild)
Também estamos divulgando o evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/380149832062284/
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Força e Fé. Fé é Força! (Almofarej)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Palestra: Carma e Parentela



Carma e parentela
 Palestra realizada por Flávia Cavalli na Casa do Sol Centro Espírita em 22.10.2012 baseada no livro "Renovando Atitudes" de Hammed.

        “A união e a afeição que existem entre os parentes são indício da simpatia anterior que os aproximou: também se diz, falando de uma pessoa cujo caráter; gostos e inclinações não têm nenhuma semelhança com os de seus parentes, que ela não é da família...”
(Capítulo 4, item 19.)

CARMA
 Primeiramente, é muito importante entender o que seja "carma". Carma nem sempre é dor e sim ação. A realização do ser eterno, através de milênios é o que chamamos "carma".
Carma é um termo sânscrito para designar a “ação”, “lei da causa e efeito” ou “lei da causa ética”. Não tem a função de castigar ou recompensar. Sugere que a reencarnação tem a finalidade de equilibrar as boas e más ações cometidas em vidas regressas e, dessa forma, fortalecer o espírito e elevar a alma. Ele não pode ser visto como uma apologia ao sofrimento, pois é basicamente ação e reação. O ocidental associou o carma com insatisfação pessoal, culpa e a punição cristã do inferno.

O médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, num seminário sobre o perdão e o auto-perdão, disse: "Nós não somos culpados, nem pecadores. Somos responsáveis. Quando somos responsáveis, assumimos as conseqüências dos nossos atos. E como é inevitável, nós não somos punidos, somos convidados à responsabilidade. E para responsabilidade o processo penalógico não é punitivo, é reparador.”

Ao entender o sentido do carma, muitos começam ter uma vida mais serena, evitando atritos e desentendimentos com as pessoas. Porém, uma pessoa que fica remoendo os problemas, não faz o papel de apaziguar, sempre discute com os outros e não consegue perdoar o erro dos mais próximos, se distancia do bom carma.

Em síntese, o carma é negativo e positivo em relação ao nosso destino, já que é uma lei natural. O resultado final reflete na correspondência exata entre a causa e o efeito dos seus atos. Portanto, somos responsáveis por um bom ou mau carma, um bom ou mau destino.

E PORQUE NÃO NOS LEMBRAMOS DE VIDAS PASSADAS
Os céticos rebatem a idéia do carma, pois uma vez que não nos lembramos de nossa vida pregressa, entendem que qualquer aprendizado seria nulo.

Mas qual o porquê do esquecimento? A natureza é sábia e sempre há razões para tudo. Pense como seria se nos recordássemos de todas as ocorrências dolorosas ou terríveis de que fomos protagonistas; se nos recordássemos de todo o mal que já fizemos e recebemos; dos ódios e dos amores. Não acha que nosso psiquismo poderia implodir com toda essa carga? Se nos lembrássemos de nossas vidas passadas, como poderíamos receber por filho alguém a quem prejudicamos ou que nos fez sofrer? Com o esquecimento, porém, os ódios se acabam nos braços de pai e mãe.

Mas com a bênção do esquecimento, todo o material ligado a uma encarnação fica arquivado no inconsciente, permitindo que uma nova existência seja uma oportunidade inteiramente nova; um recomeço, onde o espírito não sofra as pressões das lembranças das vidas anteriores, a fim de que possa reconstruir-se mais livremente.

Só não pensem que a morte transforma a criatura. Quem é mau aqui no nosso espaço físico, continua a ser mau depois da morte; quem é avarento, orgulhoso ou imoral, continua do mesmo jeito no mundo espiritual. Ninguém vira santo porque morreu.

Todas suas aptidões, no entanto, seus valores morais e outras conquistas individuais permanecem latentes, dando continuidade a si mesmo e, conforme a necessidade, ele pode ter acesso a algumas lembranças, durante o sono, que favorecerão sua conduta, ajudando-o a aceitar suas provações.

A REENCARNAÇÃO
 A reencarnação é a única explicação plausível para as inúmeras diferenças existentes entre as pessoas, desde que se acredite na existência de um Deus justo, responsável pelas leis que regem a vida.

Ela reflete a sabedoria e equilíbrio dos mecanismos da evolução. Os sofrimentos, as dificuldades e as lutas da vida são os grandes professores que nos ensinam a viver e a conviver.
A convivência terrena não passa de um grande depurador e disciplinador. As encarnações têm o mesmo efeito de uma terapia, só que divina. 
Quem foi mau filho poderá renascer como criança abandonada, para aprender a dar valor à família;

Quem foi orgulhoso poderá vir em condições de pobreza ou de subalternidade, para aprender a ser mais humilde;

Quem foi preguiçoso talvez volte à Terra sem saúde, desejando trabalhar, mas sem condições físicas para tanto;

Quem usou mal a língua, “levantando falso”, estimulando à imoralidade, a violência, a maldade ou a descrença em Deus e na vida, poderá renascer com problemas de fala ou mesmo completamente mudo por causa do tipo de energia que gerou e acumulou nos órgãos da fala, e assim por diante.

As famílias são montadas na Terra, mediante um planejamento reencarnatório e esse planejamento obedece à justiça divina. Essa justiça irá atuar de acordo com a evolução de cada um. O objetivo, na formação de um grupo familiar, é o reajuste, visando o crescimento interior de todos.
Por isso os espíritos muitas vezes reencarnam nos ambientes e/ou famílias onde viveram. É a oportunidade que a Lei Maior lhes dá para refazerem seus caminhos, corrigirem faltas e consertarem o mal que praticaram no passado.

 CARMA E PARENTELA
- É terrível, mas compreensível, um estranho tentar violentar uma menina. Mas quando esse ato abominável parte de um pai que tem o papel institucional de cuidar da filha, isso ultrapassa qualquer designação que as palavras possam nos fornecer.
- E quando um irmão mais velho se torna o algoz, a fonte de sofrimento do outro irmão?
- E quando a mãe deixa de ser a referência, o porto seguro dos filhos para justamente colocá-los em risco moral e físico?
- Ou quando um filho que vive acusando seu pai por todos os males que o afligem, afligiram e o afligirão, mas não deixa de ser ele mesmo o algoz maior de seus filhos?

ORIGEM PRIMITIVA DAS TRANSGRESSÕES BÁRBARAS
De onde vêm essas transgressões bárbaras que tanto geram traumas, sofrimento e fraturas psíquicas e espirituais?
São várias as origens, sendo a principal as emoções primitivas, de quando as regras e “leis” morais ainda não tinham sido estabelecidas. Pode parece impossível, mas ainda temos em nós registros e programas dos primitivos que fomos, e de comportamentos que usamos para viver e sobreviver quando éramos esses seres pré-culturais.
Infelizmente nosso cérebro funciona como as camadas de um sítio arqueológico, quanto mais fundo se cava, mais antigos são os registros das culturas que ali estiveram.
A grande diferença é que nos sítios arqueológicos os rastros dessas culturas estão inativos, mas no cérebro/mente estão ou podem ser ativados.
Desta forma, pessoas que não conseguem desenvolver seu espírito e que a despeito da evolução da sociedade como um todo, ainda carregam esta “programação bárbara” são as mais propensas a encenar as maiores perversões familiares. Por isso temos “maníacos do parque”, pais e padrastos estupradores, mães que molestam e ferem os filhos e vai por aí.

 BOA NOTICIA
Mas a boa noticia é que não é só de barra pesada que vivem os maus carmas de família, ao contrário essas são as exceções.
A maioria dos conflitos familiares é composta de sentimentos mais brandos, porém mais mesquinhos. São rancores, invejas, mágoas por algo feito ou não feito, desentendimentos incompreensíveis, ofensas menores, mas que ganham uma dimensão superestimada, ou grandes ofensas cujo fato gerador foi fútil, desproporcional.

PORQUE A FAMILIA?
Por trás disso tudo estão pautas não resolvidas na vida passada, assuntos que ficaram sem um fecho satisfatório, ou porque a morte veio impedir o acerto de contas ou por falta de meios para resolver as pendências.
O que na linguagem policial se chama de “desinteligência” quando acontece em família acaba sendo preservado pelo circuito interno dos vínculos de sangue. Se tenho uma desinteligência no trânsito de uma grande cidade, as chances de eu “trombar” novamente com o sujeito são remotas, mas se isso acontece na família, fica aprisionado lá no circuito e será preservada pelos vínculos “familiares.”
A família é para muitos o porto seguro, o último refúgio, a derradeira esperança na luta contra a indigência e a solidão. A família, porém, é a corrente que mantém atados os espíritos que se ferem uns aos outros e que por absoluta ignorância perpetuam esses scripts nefastos vida após vida.
A família é um universo fechado onde as emoções e sentimentos reverberam com muito maior intensidade, por isso quando Jesus reunido com seus discípulos recebeu a notícia de que sua mãe e irmãos estavam do lado de fora aguardando para vê-lo, perguntou: “Minha mãe? Quem é minha mãe? Meus irmãos? Vocês são minha mãe e meus irmãos!” sua intenção não foi a da negação destes vínculos, mas de demonstrar que somos filhos de todas as mães e irmãos de todos os homens.
Logo, se todo mundo é meu irmão, então posso esperar fraternidade de todos, posso esperar a cumplicidade própria de irmãos, mas também posso esperar traições, e “crocodilagens” de qualquer um como é típico de alguns irmãos, lembrando como exemplo o ocorrido com Caim e Abel.
Jesus sabia que nada há de mais preservador e propagador do carma que as relações e pendências familiares.
Grande parte da carga de sofrimento que carregamos tem etiqueta com sobrenome da família.
As relações familiares são de longe a maior fonte primária de ódios, mágoas e rancores diversos, geradoras de vinganças, acerto de contas raivosas e é claro encadeadoras de carma, mas também, um dos maiores fatores de desenvolvimento sociais da humanidade, e sem ela, talvez não tivéssemos chegado até aqui.
O conhecimento da reencarnação nos orienta quanto às conseqüências dos nossos atos e aí relembramos as palavras do Cristo: "Cada um colhe aquilo que semeia". A mãe amorosa de hoje nem sempre o foi ontem. Não existindo acaso na Lei, os reencontros obedecem a critérios sábios.

E QUAL A SOLUÇÃO?
Para ter um bom resultado nesta empreitada da vida, o arrependimento e o perdão devem ser sinceros. Não se auto-responsabilizar por feitos e atitudes no presente, inocentando-se e lançando desculpas pelos desatinos do passado, é assumir a condição de injustiçado, ou mesmo, de vítima. É como afirmar que a Divina Providência cometeu para com a tua existência uma falta, fazendo-te renascer em ambiente não correspondente ao teu desenvolvimento espiritual, o que logicamente é um enorme absurdo.
Quem falhou deve pedir desculpas e, quem foi prejudicado, aceitar verdadeiramente o perdão. “Perdoai aos vossos inimigos”, ensinou Jesus. Ressentimento, condenação, mágoa, raiva ou o desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem a alma, portanto, perdoe. Isso melhora as formas-pensamento de ambos, contribui para uma evolução, colocando fim a uma ação viciosa.
E uma das chaves ocultas para dissolver essa corrente é tirar o peso dos papéis, não julgar nossos familiares pelos papéis que a sociedade determinou para eles. Isso não resolve o problema de um filho que tortura os pais idosos, nem do irmão mau caráter que rouba o resto da família.
Mas ao despi-los dos rótulos familiares e das expectativas dos seus papéis, ficam mais verdadeiros, apenas homens, mulheres agentes ignorantes da destruição. Assim fica mais fácil lidar com eles, dissolvendo-os no imenso oceano das fraquezas humanas.

 FINAL – MENSAGEM DE CHICO
         Não são situações de vidas passadas que te complicam os relacionamentos afetivos, e sim a continuidade dos velhos modos de pensar, das crenças incoerentes e da permanência em doentios pontos de vista de onipotência.

 Tem uma mensagem de Chico Xavier que diz: “Nasceste no lar que precisavas, Vestiste o corpo físico que merecias, Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento. Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.”